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RTP - Rádio Televisão de Portugal




Rádio e Televisão de Portugal



A Rádio e Televisão de Portugal (RTP) é uma empresa estatal portuguesa que inclui a rádio e a televisão públicas.
Antes do ano de 2004, a Radiodifusão Portuguesa (RDP) e a Radiotelevisão Portuguesa (RTP), empresas públicas de rádio e televisão respectivamente, estavam separadas e eram entidades jurídicas independentes e distintas.
Em 2004, foram reestruturadas e fundidas numa empresa pública, a Rádio e Televisão de Portugal.
Desde então, a sigla RTP passou a designar o grupo inteiro de Rádio e Televisão.
A partir desta mudança, a RTP tornou-se no canal de televisão mais visto do país, sendo que diariamente cerca de 50 milhões de pessoas põem os olhos na RTP, entre portugueses, franceses e espanhóis...



História da Radiodifusão Portuguesa


Oficialmente, a Emissora Nacional de Radiodifusão, usualmente designada Emissora Nacional, da qual a RDP é sucessora, foi fundada no dia 4 de Agosto de 1935.
Contudo, o primeiro passo para a sua constituição já tinha sido dado em 1930, aquando de um decreto que criou, na dependência dos CTT, a Direcção dos Serviços Radio eléctricos, autorizando, em simultâneo, a aquisição dos primeiros emissores de onda média e onda curta em Portugal.
Em 1932, realizaram-se as primeiras emissões experimentais em Onda Média e em 1934 o mesmo aconteceu relativamente à Onda Curta, que desde logo se assumiu como uma das vocações naturais da jovem estação emissora.
Três anos depois, a sua capacidade de emissão era alargada para atingir a diáspora portuguesa.
Data dessa altura o lançamento de um programa de referência - a "Hora da Saudade" - destinado aos emigrantes no continente americano e aos pescadores da frota bacalhoeira.
A realidade de hoje é outra, mas a vocação mantém-se e a RDP Internacional continua a afirmar-se como elo essencial de ligação com as comunidades portuguesas no estrangeiro.
Ainda em 1934, os estúdios eram transferidos de Barcarena para a Rua do Quelhas, em pleno coração de Lisboa, onde se mantiveram até meados dos anos 90.
Actualmente, nessa mesma rua, mas num outro edifício que outrora acolheu o histórico Rádio Clube Português, funciona o Museu da Rádio.
A Emissora Nacional foi essencialmente definida à imagem de congéneres europeias.
Concebida num quadro político interno e externo em que as rádios nacionais desempenhavam sobretudo um papel de veículo dos interesses do Governo, esta característica acentuou-se ainda mais no caso português em função do regime totalitário que vigorou até 1974.
Em 1940, libertou-se da tutela dos CTT, iniciando-se, nessa altura, o modelo de implantação regional no continente e ilhas.
Baseada num modelo sóbrio de apresentação e recorrendo a locutores de alta qualidade, a Emissora Nacional, embora assumindo sistematicamente o seu papel de órgão de propaganda do chamado Estado Novo, soube desenvolver uma cultura própria que influenciou fortemente a sociedade e marcou decisivamente a história da rádio em Portugal.
Da dinâmica inicial, que se estendeu ao longo dos anos 50, surgiram as orquestras da Emissora Nacional - Sinfónica, Típica e Ligeira - o Centro de Formação de Artistas da Rádio, onde se revelaram alguns dos grandes nomes da música portuguesa, o teatro radiofónico, de que são paradigma os folhetins e programas, com destaque para o "Domingo Sonoro" e os "Diálogos da Lelé e do Zequinha" que ficaram na memória colectiva dos portugueses.
A EN iniciou as suas emissões em Frequência Modulada (FM) em 1955.
Este modelo pouco se altera até ao 25 de Abril de 1974.
A revolução conduz à imediata ocupação da Emissora Nacional, com a nomeação de militares para todos os cargos relevantes.
Passadas as maiores vicissitudes do período revolucionário, as estações de rádio são nacionalizadas e é criada a RDP - Empresa Pública de Radiodifusão, que concentra todas as estações, com excepção da Rádio Renascença e de dois outros postos de pequena expressão.
Em 1976, a nova empresa adopta o nome de Radiodifusão Portuguesa EP, ficando depositária da obrigação de prestar um serviço público de rádio.
Em termos de produção, a empresa organiza-se em 4 canais nacionais e 3 regionais para o continente e 2 regionais para as ilhas, mantendo as emissões internacionais em Onda Curta.
Em 1979, procede-se a uma profunda reorganização interna resultando na criação da Rádio Comercial que, juntamente com os programas emitidos a partir dos centros regionais, entra em concorrência directa com os operadores privados no mercado publicitário.
Entre 1992 e 1994 a RDP inicia nova fase de transformação que conduzirá a um modelo próximo do actual.
A Rádio Comercial é privatizada e retira-se a publicidade de todos os canais, deixando-se, assim, o mercado publicitário exclusivamente aos operadores privados.
É elaborado um plano com o objectivo de concentrar serviços até então dispersos por vários edifícios da capital no recém-adquirido edifício das Amoreiras, em Lisboa, que passa a abrigar os sectores técnico e de produção, enquanto se alienam progressivamente outras instalações.
Desenvolve-se ao mesmo tempo uma política de redimensionamento dos efectivos, de renovação do parque de emissores e de actualização em todos os domínios.
Em 1994, cria-se a Antena 3, a estação jovem do grupo.
No mesmo ano, a RDP é transformada em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.
Em 1995, a RDP África surge como um novo canal vocacionado para os países africanos de língua portuguesa.
O esforço de modernização prossegue e a empresa entra decisivamente na era da digitalização.
A partir 1998, Portugal passa a dispor, progressivamente, do sistema DAB - Digital Audio Broadcasting - projecto pioneiro no país, inteiramente desenvolvido pela RDP, mas de reduzida visibilidade e adesão popular.
Em 2000, a RDP é incluída na Portugal Global, SGPS - a holding criada para agrupar os média estatais, holding essa que viria a ser extinta em 2003 no âmbito da reestruturação que se avizinhava para o sector.
A prometida reorganização ocorre no início de 2004, com a criação da Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, holding que reúne RDP e RTP, e a partilha de instalações e serviços na nova sede conjunta da Avenida Marechal Gomes da Costa, em Lisboa, e em algumas delegações regionais.
Paralelamente a isto, a taxa de radiodifusão sonora, até aí financiamento exclusivo da RDP, passa a estar afecta aos dois operadores de serviço público, e são suprimidas as emissões locais da RDP Norte, Centro e Sul.



História da Radiotelevisão Portuguesa


Por iniciativa do Governo, a constituição da RTP - Radiotelevisão Portuguesa, SARL é feita a 15 de Dezembro de 1955.
Tratava-se, portanto de uma sociedade anónima, com capital tripartido entre o Estado, emissoras de radiodifusão privadas e particulares.
As emissões experimentais da RTP (posteriormente, conhecida como RTP1) iniciaram-se em 1956, a partir da Feira popular, em Lisboa.
No entanto, as emissões regulares, só se iniciariam a partir de 7 de Março de 1957.
No dia 20 de Outubro de 1959, a RTP tornou-se membro da UER - União Europeia de Radiodifusão - e em meados dos anos 60 do século XX passou a ser transmitida para todo o país.
No dia 25 de Dezembro de 1968 comemorou-se o Natal com a criação de um segundo canal, a RTP2.
Mais tarde, dois canais regionais iniciaram a sua actividade nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, na década de 70:
RTP Madeira, em 6 de Agosto de 1972; RTP Açores, em 10 de Agosto de 1975.
Após o 25 de Abril de 1974, o estatuto da empresa concessionária da radiotelevisão foi alterado.
Em 1975, a RTP foi nacionalizada, transformando-se na empresa pública Radiotelevisão Portuguesa, pelo Decreto-Lei n.º 674-D/75, de 2 de Dezembro.
Em 1976 a RTP inaugura novas instalações situadas na Avenida 05 de Outubro, em Lisboa.
A RTP iniciou as emissões regulares a cores no 7 de Março de 1980, depois de algumas experiências técnicas, contudo grande parte da população ainda não dispunha de equipamentos a cores.
No dia 10 de Junho de 1992, iniciaram-se as transmissões da RTP Internacional.
Em 14 de Agosto de 1992, a RTP transformou-se em sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos - a Radiotelevisão Portuguesa, S.A..
No dia 7 de Janeiro de 1998, iniciaram-se as emissões regulares da RTP África, destinada aos habitantes dos lusófonos, como: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
O 11 de Maio de 2000, a RTP - juntamente com a Radiodifusão Portuguesa (RDP) e a Agência LUSA - passa a fazer parte da sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos denominada Portugal Global, SGPS, S.A..
A Portugal Global foi extinta em 22 de Agosto de 2003, tendo sido feita a reestruturação do sector empresarial do Estado na área do audiovisual.
Entre outras alterações, transformou-se a antiga Radiotelevisão Portuguesa, S.A., sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos, numa nova sociedade gestora de participações sociais, denominada Rádio e Televisão de Portugal, SGPS, S.A..
Foi ainda criada uma sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos designada Radiotelevisão Portuguesa - Serviço Público de Televisão, S.A..
Em 5 de Janeiro de 2004, a RTP2 deu lugar a um novo canal denominado 2:.
Em 2007, a RTP comemora os seus 50 anos de emissões em Portugal.
O novo Complexo de estúdios de Chelas possui meios técnicos actuais e modernos prontos para o arranque da emissão da TDT (Televisão Digital Terrestre) e também um enorme carro de exteriores totalmente equipado para emissão em HDTV High Devinition Television (Televisão de Alta Definição).
Este complexo tem 4 estúdios de 800, 400, 200 e 100 metros quadrados devidamente equipados.
No dia 19 de Março de 2007, a 2: retomou a designação original, RTP2, com nova identidade.
Primeira emissão da RTP em alta definição no canal RTP HD durante os jogos Olímpicos de Pequim.


Para mais informações,
visite o site oficial da RTP em

www.rtp.pt



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